quinta-feira, 26 de março de 2009

A Revolução não será televisionada

Muitas vezes somos tomados por um otimismo que não nos permite ver a real dimensão das coisas. Para nos confortarmos alegamos que notícias ruins vendem mais do que as boas e por isso muita coisa boa não é noticiada pela grande imprensa marrom paulistana. Contudo, se analisarmos com calma os fatos perceberemos que as coisas estão piores do que imaginamos.

É comum entre os pessoas com o cérebro um pouco(não muito) maior que um caroço de azeitona desprezarem e nem se quer saberem das novidades radiofônicas e não se prenderem aos engodos aplicados pela indústria cultural e pela indústria fonográfica, sobretudo, brasileira. Adoramos dar boas notícias de novas bandas independentes que conseguiram gravar e mostrar sua música e seu trabalho. Ficamos contentes quando artistas consagrados podem se dar ao luxo de descartar a estrutura de uma grande gravadora e realizar seu trabalho da maneira livre e apenas contar com esquema de distribuição.

Em uma conversa sobre a indústria cultural e indútria fonográfica a professora Anita Simis lançou a seguinte provocação: "a indústria fonográfica está acabando mesmo? Tem gente fazendo shows e usando cd caseiro vendido em camelô!"

Se olharmos para o feito do Radiohead com o In Rainbows ou se pensarmos em bandas como o Mundo Livre S/A, o Zero 16 ou ainda o 1/2 Dúzia de 3 ou 4. Mesmo se olharamos para o Chico Buarque ou a Mônica Salmaso que apenas usam a Biscoito Fino para distribuir seus discos diríamos que sim! A estrutura ou a 'instituição' gravadora acabou! Não aprisiona e não tem mais poder sobre o artitsta, agora ele é livre e outros tantos que quiserem se aventurar no mercado já não dependem delas. Entretanto, o AC/DC, banda consagrada do rock mundial, ainda está em uma gravadora (Columbia) e faz propaganda contra o iTunes e qualquer outro meio de download de músicas pela internet. E o seu mais recente disco lançado - "Black Ice" - já vendeu mais de 1,9 milhões de cópias. "Viva la vida" do Coldplay (EMI) mesmo com acusações de plágio vendeu mais de 2 milhões de cópias. Amy Winehouse (Universal) é um dos mais novos fenômenos pop de vendas, seu cd "Back to black" vendeu mais de 1,5 milhões de cópias só no Reino Unido e há quem diga que isso é pouco. Tudo bem, concordo que as vendas de cds caem a cada ano, mas daí dizer que essa estruta acabou é exagero ou no mínimo um equívoco por falta de informação.

Se no exterior a música pop ainda está sob o jugo das gravadoras no Brasil não é diferente. Contudo, aqui passamos mais desapercebidos em função das grandes gravadoras se ocuparem com o Axé e o Sertanejo Romântico. Pessoas inteligentes não comentam sobre o último disco da Ivete Sangalo(Universal), Jammil e Uma Noites(Deckdisc) ou do Victor e Léo(Sony/BMG), mas esses têm sido o trunfo da indústria fonográfica brasileira, esses têm as músicas mais executadas em shows no Brasil e movimentam cifras astronômicas. Ivete Sangalo é a artista mais lucrativa do Brasil (com cachê que bate nos R$ 400 mil, dependendo do evento). O Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad) divulgou que a faixa mais executada em shows no Brasil foi "Praieiro", de Manno Góes (integrante da banda baiana de axé Jammil e Uma Noites). O compositor que mais arrecadou com a execução de suas músicas em shows no Brasil foi o mineiro Victor Chaves, que com seu irmão Leo forma a dupla Victor & Leo.

Enquanto as gravadoras estiverem lucrando em cima dessa turma que vende beijo na boca e dor de corno elas ainda vão controlar as estações de rádio e impossibilitar que novas bandas gravem suas músicas e alcancem um número maior de pessoas.

Sendo bem otimista podemos afirmar que estamos vivendo um processo (kafkiano, eu diria), mas ainda estamos longe de vermos artistas livres, donos dos seus fonogramas e com uma boa distribuição. Por hora, sabemos que a revolução não vai passar na tv porque não tem grana pra pagar 15 minutos no horário comercial.

http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2009/03/443375.shtml

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

POR UMA ARTE REVOLUCIONÁRIA INDEPENDENTE

Um libelo pela mais plena e absoluta liberdade de expressão, sem qualquer tipo de amarras.


Leon Trotski e André Breton, tiveram em 1938, na Cidade do México, um encontro histórico de que resultou, após muitos debates entre eles e outros agentes culturais, este documento, cuja versão final foi elaborada por Breton e Diego Rivera, com a aquiescência de Trotski.
Naquele momento nascia a F.I.A.R.I. – Federação Internacional da Arte Revolucionária e Independente – de vida efêmera mas importância histórica crucial.
Dentre os propósitos estabelecidos, ressalto:
_ Uma aliança em prol da civilização, da vida, do ser humano em sua plenitude de manifestações.
_ Nenhuma barreira, nenhum tipo de controle, nenhum limite aos sonhos, à cultura ou à arte, que todos nascem no mesmo lugar.
_ Um libelo pela mais plena e absoluta liberdade de expressão, sem qualquer tipo de amarras.
_ O mais vigoroso repúdio a toda e qualquer forma de autoritarismo ou dirigismo.
_ Os meios materiais devem ser postos sem limite ou controle de qualquer espécie a serviço do ser humano e da arte.
_ A arte jamais deve ser reduzida a serviçal do capital.
_ O capitalismo é liberticida por definição.
_ O socialismo não pode ser autoritário.
_ Se destruir uma obra de arte é considerado por todas as pessoas sensíveis um gesto hediondo, como classificar o gesto de impedi-la de sequer existir?
_ Repúdio à barbárie das guerras e do autoritarismo.
Ao texto final, assinado por Leon Trotski e André Breton na cidade do México dia 25 de julho de 1938.
POR UMA ARTE REVOLUCIONARIA INDEPENDENTE
André Breton e Leon Trotski
1) Pode-se pretender sem exagero que nunca a civilização humana esteve ameaçada por tantos perigos quanto hoje. Os vândalos, com o
auxílio de seus meios bárbaros, isto é, deveras precários, destruíram a civilização antiga num canto limitado da Europa. Atualmente, é toda a civilização mundial, na unidade de seu destino histórico, que vacila sob a ameaça das forças reacionárias armadas com toda a técnica moderna. Não temos somente em vista a guerra que se aproxima. Mesmo agora, em tempo de paz, a situação da ciência e da arte se tornou absolutamente intolerável.
2) Naquilo que ela conserva de individualidade em sua gênese, naquilo que aciona qualidades subjetivas para extrair um certo fato que leva a um enriquecimento objetivo, uma descoberta filosófica, sociológica, científica ou artística aparece como o fruto de um acaso precioso, quer dizer, como uma manifestação mais ou menos espontânea da necessidade. Não se poderia desprezar uma tal contribuição, tanto do ponto de vista do conhecimento geral (que tende a que a interpretação do mundo continue), quanto do ponto de vista revolucionário (que, para chegar à transformação do mundo, exige que tenhamos uma idéia exata das leis que regem seu movimento). Mais particularmente, não seria possível desinteressar-se das condições mentais nas quais essa contribuição continua a produzir-se e, para isso, zelar para que seja garantido o respeito às leis específicas a que está sujeita a criação intelectual.
3) Ora, o mundo atual nos obriga a constatar a violação cada vez mais geral dessas leis, violação à qual corresponde necessariamente um aviltamento cada vez mais patente, não somente da obra de arte, mas também da personalidade "artística". O fascismo hitlerista, depois de ter eliminado da Alemanha todos os artistas que expressaram em alguma medida o amor pela liberdade, fosse ela apenas formal, obrigou aqueles que ainda podiam consentir em manejar uma pena ou um pincel a se tornarem os lacaios do regime e a celebrá-lo de encomenda, nos limites exteriores do pior convencionalismo. Exceto quanto à propaganda, a mesma coisa aconteceu na URSS durante o período de furiosa reação que agora atingiu seu apogeu.
4) É evidente que não nos solidarizamos por um instante sequer, seja qual for seu sucesso atual, com a palavra de ordem: "Nem fascismo nem comunismo", que corresponde à natureza do filisteu conservador e atemorizado, que se aferra aos vestígios do passado "democrático". A arte verdadeira, a que não se contenta com variações sobre modelos prontos, mas se esforça por dar uma expressão às necessidades interiores do homem e da humanidade de hoje, tem que ser revolucionária, tem que aspirar a uma reconstrução completa e radical
da sociedade, mesmo que fosse apenas para libertar a. criação intelectual das cadeias que a bloqueiam e permitir a toda a humanidade elevar-se a alturas que só os gênios isolados atingiram no passado. Ao mesmo tempo, reconhecemos que só a revolução social pode abrir a via para uma nova cultura. Se, no entanto, rejeitamos qualquer solidariedade com a casta atualmente dirigente na URSS, é precisamente porque no nosso entender ela não representa o comunismo, mas é o seu inimigo mais pérfido e mais perigoso.
5) Sob a influência do regime totalitário da URSS e por intermédio dos organismos ditos "culturais" que ela controla nos outros países, baixou no mundo todo um profundo crepúsculo hostil à emergência de qualquer espécie de valor espiritual. Crepúsculo de abjeção e de sangue no qual, disfarçados de intelectuais e de artistas, chafurdam homens que fizeram do servilismo um trampolim, da apostasia um jogo perverso, do falso testemunho venal um hábito e da apologia do crime um prazer. A arte oficial da época estalinista reflete com uma crueldade sem exemplo na história os esforços irrisórios desses homens para enganar e mascarar seu verdadeiro papel mercenário.
6) A surda reprovação suscitada no mundo artístico por essa negação desavergonhada dos princípios aos quais a arte sempre obedeceu, e que até Estados instituídos sobre a escravidão não tiveram a audácia de contestar tão totalmente, deve dar lugar a uma condenação implacável. A oposição artística é hoje uma das forças que podem com eficácia contribuir para o descrédito e ruína dos regimes que destroem, ao mesmo tempo, o direito da classe explorada de aspirar a um mundo melhor e todo sentimento da grandeza e mesmo da dignidade humana.
7) A revolução comunista não teme a arte. Ela sabe que ao cabo das pesquisas que se podem fazer sobre a formação da vocação artística na sociedade capitalista que desmorona, a determinação dessa vocação não pode ocorrer senão como o resultado de uma colisão entre o homem e um certo número de formas sociais que lhe são adversas. Essa única conjuntura, a não ser pelo grau de consciência que resta adquirir, converte o artista em seu aliado potencial. O mecanismo de sublimação, que intervém em tal caso, e que a psicanálise pôs em evidência, tem por objeto restabelecer o equilíbrio rompido entre o "ego" coerente e os elementos recalcados. Esse restabelecimento se opera em proveito do "ideal do ego" que ergue contra a realidade presente, insuportável, os poderes do mundo interior, do "id", comuns a todos os homens e constantemente em via de desenvolvimento no futuro. A necessidade de emancipação do espírito só tem que seguir seu curso natural para ser levada a fundir-se e a revigorar-se nessa necessidade primordial: a necessidade de emancipação do homem.
8) Segue-se que a arte não pode consentir sem degradação em curvar-se a qualquer diretiva estrangeira e a vir docilmente preencher as funções que alguns julgam poder atribuir-lhe, para fins pragmáticos, extremamente estreitos. Melhor será confiar no dom de prefiguração que é o apanágio de todo artista autêntico, que implica um começo de resolução (virtual) das contradições mais graves de sua época e orienta o pensamento de seus contemporâneos para a urgência do estabelecimento de uma nova ordem.
9) A idéia que o jovem Marx tinha do papel do escritor exige, em nossos dias, uma retomada vigorosa. É claro que essa idéia deve abranger também, no plano artístico e científico, as diversas categorias de produtores e pesquisadores. "O escritor, diz ele, deve naturalmente ganhar dinheiro para poder viver e escrever, mas não deve em nenhum caso viver e escrever para ganhar dinheiro... O escritor não considera de forma alguma seus trabalhos como um meio. Eles são objetivos em si, são tão pouco um meio para si mesmo e para os outros que sacrifica, se necessário, sua própria existência à existência de seus trabalhos... A primeira condição da liberdade de imprensa consiste em não ser um ofício. Mais que nunca é oportuno agora brandir essa declaração contra aqueles que pretendem sujeitar a atividade intelectual a fins exteriores a si mesma e, desprezando todas as determinações históricas que lhe são próprias, dirigir, em função de pretensas razões de Estado, os temas da arte. A livre escolha desses temas e a não-restrição absoluta no que se refere ao campo de sua exploração constituem para o artista um bem que ele tem o direito de reivindicar como inalienável. Em matéria de criação artística, importa essencialmente que a imaginação escape a qualquer coação, não se deixe sob nenhum pretexto impor qualquer figurino. Àqueles que nos pressionarem, hoje ou amanhã, para consentir que a arte seja submetida a uma disciplina que consideramos radicalmente incompatível com seus meios, opomos uma recusa inapelável e nossa vontade deliberada de nos apegarmos à fórmula: toda licença em arte.
10) Reconhecemos, é claro, ao Estado revolucionário o direito de defender-se contra a reação burguesa agressiva, mesmo quando se cobre com a bandeira da ciência ou da arte. Mas entre essas medidas impostas e temporárias de autodefesa revolucionária e a pretensão de exercer um comando sobre a criação intelectual da sociedade, há um abismo. Se, para o desenvolvimento das forças produtivas materiais,
cabe à revolução erigir um regime socialista de plano centralizado, para a criação intelectual ela deve, já desde o começo, estabelecer e assegurar um regime anarquista de liberdade individual. Nenhuma autoridade, nenhuma coação, nem o menor traço de comando! As diversas associações de cientistas e os grupos coletivos de artistas que trabalharão para resolver tarefas nunca antes tão grandiosas unicamente podem surgir e desenvolver um trabalho fecundo na base de uma livre amizade criadora, sem a menor coação externa.
11) Do que ficou dito decorre claramente que ao defender a liberdade de criação, não pretendemos absolutamente justificar o indiferentismo político e longe está de nosso pensamento querer ressuscitar uma arte dita "pura" que de ordinário serve aos objetivos mais do que impuros da reação. Não, nós temos um conceito muito elevado da função da arte para negar sua influência sobre o destino da sociedade. Consideramos que a tarefa suprema da arte em nossa época é participar consciente e ativamente da preparação da revolução. No entanto, o artista só pode servir à luta emancipadora quando está compenetrado subjetivamente de seu conteúdo social e individual, quando faz passar por seus nervos o sentido e o drama dessa luta e quando procura livremente dar uma encarnação artística a seu mundo interior.
12) Na época atual, caracterizada pela agonia do capitalismo, tanto democrático quanto fascista, o artista, sem ter sequer necessidade de dar a sua dissidência social uma forma manifesta, vê-se ameaçado da privação do direito de viver e de continuar sua obra pelo bloqueio de todos os seus meios de difusão. É natural que se volte então para as organizações estalinistas que lhe oferecem a possibilidade de escapar a seu isolamento. Mas sua renúncia a tudo que pode constituir sua mensagem própria e as complacência degradantes que essas organizações exigem dele em troca de certas possibilidades materiais lhe proíbem manter-se nelas, por menos que a desmoralização seja impotente para vencer seu caráter. É necessário, desde este instante, que ele compreenda que seu lugar está além, não entre aqueles que traem a causa da revolução e ao mesmo tempo, necessariamente, a causa do homem, mas entre aqueles que dão provas de sua fidelidade inabalável aos princípios dessa revolução, entre aqueles que, por isso, permanecem como os únicos qualificados para ajudá-Ia a realizar-se e para assegurar por ela a livre expressão ulterior de todas as manifestações do gênio humano.
13) O objetivo do presente apelo é encontrar um terreno para reunir todos os defensores revolucionários da arte, para servir a revolução
pelos métodos da arte e defender a própria liberdade da arte contra os usurpadores da revolução. Estamos profundamente convencidos de que o encontro nesse terreno é possível para os representantes de tendências estéticas, filosóficas e políticas razoavelmente divergentes. Os marxistas podem caminhar aqui de mãos dadas com os anarquistas, com a condição que uns e outros rompam implacavelmente com o espírito policial reacionário, quer seja representado por Josef Stálin ou por seu vassalo Garcia Oliver.
14) Milhares e milhares de pensadores e de artistas isolados, cuja voz é coberta pelo tumulto odioso dos falsificadores arregimentados, estão atualmente dispersos no mundo. Numerosas pequenas revistas locais tentam agrupar a sua volta forças jovens, que procuram vias novas e não subvenções. Toda tendência progressiva na arte é difamada pelo fascismo como uma degenerescência. Toda criação livre é declarada fascista pelos estalinistas. A arte revolucionária independente deve unir-se para a luta contra as perseguições reacionárias e proclamar bem alto seu direito à existência. Uma tal união é o objetivo da Federação Internacional da Arte Revolucionária Independente (FIARI) que julgamos necessário criar.
15) Não temos absolutamente a intenção de impor cada uma das idéias contidas neste apelo, que nós mesmos consideramos apenas um primeiro passo na nova via. A todos os representantes da arte, a todos seus amigos e defensores que não podem deixar de compreender a necessidade do presente apelo, pedimos que ergam a voz imediatamente. Endereçamos o mesmo apelo a todas as publicações independentes de esquerda que estão prontas a tomar parte na criação da Federação Internacional e no exame de suas tarefas e métodos de ação.
16) Quando um primeiro contato internacional tiver sido estabelecido pela imprensa e pela correspondência, procederemos à organização de modestos congressos locais e nacionais. Na etapa seguinte deverá reunir-se um congresso mundial que consagrará oficialmente a fundação da Federação Internacional.
O que queremos:
a independência da arte - para a revolução
a revolução - para a liberação definitiva da arte.
Cidade do México, 25 de julho de 1938

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Retrospectivas e perspectivas[2]

Aproveitando a deixa da Pri segue aí meu balanço de 2008

-militância particular mais coerente
-conquista de um espaço autônomo dentro da empresa que possibilitou aplicação de treinamento de segurança do trabalho aos trabalhadores, o qual contempla todo histórico de luta dos trabalhadores e mostra que segurança no trabalho foi um dos direitos conquistados. com isso, o diálogo e conscientização mútua foi muito mais proveitoso
-na esteira desse treinamento e em função do descontentamento da avaliação de desempenho dos trabalhadores feita pela empresa, paramos uma setor dentro da empresa para diálogo com o patrão, o qual resultou em um acordo, não muito favorável, mas o canal foi aberto
-reconhecimento do meu trabalho por um camarada importante
-um amigo se foi(Salve Léo!)
-novas e boas experiências
-desconstrução de muitos conceitos burgueses nas relações interpessoais
-muitas pessoas queridas e inspiradoras apareceram na minha vida
-muito estudo
-direcionamento mais palpável da minha pesquisa acadêmica
-muito estudo
-indicação para o prêmio da FEA por ser um dos melhores trabalhos apresentados no SIICUSP
-muito estudo
-descobri Leonardo Boff
-muito estudo
-coragem para romper laços com egoístas e conservadores
-fui a um show da banda Isca de Polícia
-fui a um show da Mônica Salmaso
-o 1/2 Dúzia de 3 ou 4 conseguiu lançar seu "aglomerado musical"
-luta com os camaradas das artes e apoio à eles

Mudando sempre pra ser o mesmo,

Triste por ser alguns amigos de longa data parte dos conservadores que rompi laços, mas consciente da necessidade disso.

Feliz por ter os camaradas ao lado, os novos e os de sempre e sobretudo pela Ana estar comigo, sem ela não sei se conseguiria...

Para 2009?!

Conseguir agregar os camaradas para uma prática eficiente, edificante e que provoque mudanças...Dar procedimento aos trabalhos e estudos iniciados, crente que que as coisas não mudam só porque mudou o calendário...

E que Marx, Karl Marx, o bom velhinho, nos traga um ano novo sem luta de classes, sem alienação, sem apropriação da mais-valia e com um modelo econômico mais justo e igualitário.(hehe)

domingo, 28 de dezembro de 2008

RETROSPECTIVAS E PERSPECTIVAS

Devido a deixa de um camarada muito especial, um balanço de 2008:

-consolidação de um grupo de pessoas sinceras e de luta no ME;
-luta contra PDI e outras reformas neoliberais na educação;
-uma luz no fim do túnel para meus estudos;
-pessoas queridas aparecerem, tanto no meu grupo de pesquisa e estudos quanto casualmente;
-uma gatinha chorona do Campus surgiu na minha vida;
-mudei pra casa da Nat;
-o são paulo é HEXA!!
-a nat resolveu ir embora...
-...mudei de novo;
-novas perspectivas surgem.

Muito "choro e vela", muita discussão, decepção, mas muitas alegrias e surpresas.
Também teve muitas, muitas, mais muitas práticas erradas que levaram a muitas cabeçadas, que na melhor das hipóteses não nos deixam sair do lugar. Mas sempre, sempr,e sempre em luta, vendo, revendo, repensando tudo o tempo todo.
Por vezes, à custa do que nós é muito valioso.
Mas enfim, é assim mesmo. viver as contradições intensamente, e não por elas só. a seta sempre aponta para a mesma direção. mesmo que por caminhos diferentes.
enquanto há vida, há transformação, há o novo, existem possibilidades. (e não ter vida não significa estar em um caixão... podemos até dizer, atrevidamente, que vivemos em uma nação de zumbis... ixx!)

O individualismo, a arrogância, o egoísmo se fortalecem;
A exploração dos miseráveis (em todos os sentidos) se fortalece;
A crise (ideológica, econômica, familiar) se fortalece;

...e as contradições se acirram...
como outro bom velhinho disse uma vez, houve o tempo em que a frese ia para além do conteúdo... hoje o conteúdo transborda a frase...

hum...

Esse é meu balanço deste ano. E uma "profecia" de possibilidades para o próximo ano. Porque não tem nada tranqüilo. não tem nada em paz. não tem nada em ordem. só está cego aquele que não se permite ver. e só não muda aquele que não se permite mudar.

Para 2009?
Tencionar os limites, esgotar as possibilidades, matar o medo do novo com uma ação nova cotidiana, mas que seja REALMENTE nova. Não se vender por migalhas, mixarias, como nos acostumamos a fazer. Inclusive o costume é uma dessas “trocas”.
Resumindo: não ser nem isto e nem aquilo. Ser os dois ao mesmo tempo e superar os dois ao mesmo tempo, o tempo todo.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Com uma 1/2 Dúzia de 3 ou 4 Tudo se Torna!

Em 1760 Mikhail Lomonosov publicou um ensaio que denominou " Lei da Conservação das Massas". Essa lei constituía-se da máxima filosófica:"Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma". No entanto, a obra não repercutiu na Europa Ocidental, cabendo ao francês Antoine Lavoisier o papel de tornar mundialmente conhecido o que hoje se chama Lei de Lavoisier.
Criado há 3 ou 4 anos, o 1/2 Dúzia toma a Lei de Lavoisier como mote e transita por vários gêneros e ritmos e transforma, com irreverência, assuntos cotidianos em crônicas musicais que permitem ao espectador refletir sobre questões políticas e sociais enquanto dança, ou não.

Composto por 7 músicos e 3 ou 4 convidados, com uma bagagem onde se têm nítidas influências de vários gêneros musicais, o 1/2 Dúzia apresenta um "CD" com boas músicas, letras inteligentes e divertidas e se destaca com um show quase que teatral, sem personagens ou vozes principais e que consegue problematizar, divertir e interagir com o público ao mesmo tempo.

Ao ter como cerne a máxima de Lavoisier o grupo nos faz pensar que aquilo que é belo nunca mudou. Aquilo que sua estética realmente remete ao seu conteúdo, e esse tem por finalidade universalizar um problema humano ou uma angústia individual tentando resolver conflitos e ou preservar e desenvolver o intelecto não mudou. Mesmo que a sua estética mude, o conceito de belo não muda, pois não está preso a um padrão estético, mas sim a uma racionalidade humana, ainda que tenha muito de intuitivo e de abstração nesse meio todo.

O 1/2 Dúzia subverte a estética padronizada pela indústria cultural ao transformar uma linguagem musical de forma que nos faça pensar que o conceito de belo é muito anterior as nossas construções ocidentais herdadas e fundamentadas no eurocentrismo. Dessa forma desconstrói de forma belíssima a idéia de que a música foi inventada pelos alemães, ou renascentistas ou quem quer que valha e valoriza aspectos da música brasileira a fim de nos apresentar que a música natural, bela, universal, sensível, forte, verdadeira e que persegue o infinito não foi criada e nem se perdeu, mas hoje ele se torna instigante e agradável nas mãos de uma 1/2 Dúzia de três ou quatro querendo agregar mais pessoas nessa transformação.

Entrem no site
http://www.meiaduziade3ou4.com/

Eles disponibilizaram o cd inteiro pra download, inclusive com um arquivo em pdf com o encarte do cd. O Site é super bacana, fiquem atentos para as animações, passem o mouse em cima e cliquem, é uma surpresa atrás da outra!rs

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Classe merda

Alan Sieber

sexta-feira, 21 de novembro de 2008


"EU NÃO DISSE NADA DISSO.
VOCÊS ESTÃO CEGOS, SURDOS E LOUCOS."
(Acho que ele diria isso hoje, se pudesse se defender)